Bagé – A Rainha da Fronteira

A cidade de Bagé, a Rainha da Fronteira, está localizada na região de fronteira do Rio Grande do Sul, a 60 km do Uruguai. A região da campanha, localizada no sudoeste do Rio grande do Sul, próximo ao rio Camaquã, teve como primeiros habitantes os índios charruas, sendo apenas no final do século XVII que a região recebeu os primeiros colonizadores portugueses e espanhóis.
Por sua posição geográfica, desempenhou importante papel na história do Estado, desde o tempo do Império. A construção jesuíta “Santo André dos Guenoas”, fundada como posto avançado de “São Miguel”, um dos Sete Povos das Missões. Porém, esta foi destruída em um dos inúmeros conflitos de resistência dos índios tapes, minuanos e charruas frente à catequização.
Uma das mais famosas batalhas deste período foi a ocorrida em 1752, quando 600 índios charrua, comandados por Sepé Tiaraju, onde os mesmos venceram os homens enviados pelas coroas de Portugal e Espanha, que lutavam para estabelecer os limites definidos no Tratado de Madri. Em 1773, o Governador de Buenos Aires, D. Juan José Vertiz y Salcedo, partiu para o Rio Grande do Sul, a fim de expulsar os portugueses. Ao chegar nas terras gaúchas fundou o Forte de Santa Tecla, do qual ainda existem demarcações. A primeira em 1777 e 1801, quando os espanhóis abandonaram o território definitivamente, passando as terras a serem ocupadas por sesmeiros. Entretanto, foi apenas com o final da Revolução Farroupilha que Bagé foi elevada à categoria de freguesia em 18 de maio de 1846, de via em 5 de junho do mesmo ano, mas apenas em 15 de dezembro de 1859 foi elevada à categoria de cidade.
Em 1811, o governador do Rio Grande do Sul, Dom Diogo de Souza, concentrou o exército português nas fronteiras temendo alguma ação dos espanhóis, montando assim seu acampamento próximo aos Cerros de Bagé, região onde hoje se localiza a cidade de Bagé.
A origem do nome da cidade de Bagé ainda é discutida, algumas vertentes dizem que no local onde hoje está situada Bagé, viveu um cacique minuano chamado Ibajé, que teve seu corpo enterrado na região e teria dado nome a cidade, porém a hipótese mais aceita até hoje é que o nome Bagé vem da linguagem indígena e que estaria relacionada com a ideia de “cerros”. Os índios tapes chamavam os Cerros de “mbaiê”.
A cidade de Bagé possui inúmeros prédios históricos e belíssimos pontos turísticos que atraem os olhares curiosos dos turistas.

Casa de Cultura Pedro Wayne
Prédio fundado em 1902 como centro a “Casa Vermelha”, um centro comercial de maior bom gosto da época. Hoje, o prédio sedia a casa de Cultura Pedro Wayne em homenagem ao escritor e jornalista bajeense, falecido em 1951.

Centro Administrativo – antiga Estação Férrea
O prédio da antiga estação férrea de Bagé foi inaugurado em 02 de dezembro de 1884. No ano de 1924, o prédio foi destruído por um incêndio, sendo reconstruído no mesmo ano. Foi no ano de 1980, que por uma permuta com a viação férrea, que no prédio começou a funcionar o Centro Administrativo de Bagé.

Centro Histórico Vila de Santa Thereza
A Vila de Santa Thereza foi fundada em 1897 em torno da charqueada de Santa Thereza, abrigando cerca de 840 pessoas que trabalhavam nas charqueadas e nas fábricas da região.

Clube Caixeiral de Bagé
Fundado em 1894, por Flaubiano Camargo, teve sua primeira sede na Avenida General Osório, sendo o prédio atual fundado em 1911. No seu interior existem belíssimos lustres e forros importados da França.

Igreja Nossa Senhora Auxiliadora
Fundada em 24 de maio de 1929, porém sendo finalizada apenas na década de 40. Possui cinco sinos que vieram trazidos da Itália e cada um representa o som de uma nota musical: dó, ré, mi, fá, sol.

Palacete Pedro Osório
Construído no início do século XX, pelo Dr. Pedro Osório, possui um estilo neoclássico, com mármore, vitrais e ferro. Existe junto ao prédio um bosque plantado por Pedro Osório, que era apaixonado por plantas e árvores. Hoje o prédio abriga a Secretaria de Cultura da cidade de Bagé.

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